segunda-feira, 10 de setembro de 2012

CONVERSA COM DEUS HOJE...

-PAI, onde é a minha casa?
-É o lugar onde você construiu um lar...

-PAI, onde é meu lar?
-É com a família que você  tem que ter, com o companheiro que lhe foi destinado e com todas as pessoas que são necessárias para o seu crescimento...

-Mas PAI, onde é minha casa?
-É no lugar que você tem que estar, fazendo o que você tem que fazer...

-Então PAI, eu moro no meu coração?
-Pode se dizer que sim filha...

-Mas PAI, onde realmente é a minha casa?
-Sua casa é em MIM filha...

-Que bom... ENTÃO CHEGUEI!!!


RENUNCIANDO (NOVAMENTE?)

Hoje (07/09) saímos do curso e eu e a Einat (uma das meninas de Israel que divide apartamento comigo) fomos trocar dinheiro. Uma dica para quem vem para cá: use notas maiores de dólar, senão eles usam uma taxa diferente, não importa o valor que você está trocando.
Depois viemos para o apartamento. A Mikaela (Chile) já estava lá com a Adhi (israel). Depois chegaram a Emily (austrália) e o Miguel (espanha). Jantamos a sopa que preparei com o macarrão que sobrou de outro dia. O macarrão que tinha dissolvido deu um caldo delicioso!
Depois do jantar o pessoal ficou conversando até tarde, mas eu me recolhi no meu quarto para falar com o Cas e depois ficar em silêncio...
Aproveitei para raspar meu cabelo de novo (já estava com uns 7mm) e confesso que hoje foi muito mais difícil...
No dia do templo nem vi acontecer: apesar dá demora até chegar minha vez, quando essa chegou foi tudo muito rápido e simples! Mas hoje foi diferente: você estar sozinha na frente do espelho com um barbeador, enquanto acaba com seu cabelo é uma experiência única...
Acho que hoje foi que aconteceu o real sacrifício!
Na primeira vez foi o agradecimento a Deus e o início do pagamento da minha  promessa. Mas hoje ocorreu a verdadeira renúncia, totalmente consciente e lúcida.
Estou mais forte agora...


domingo, 9 de setembro de 2012

NO TEMPLO DE SRI SAI BABA

Hoje de manhã fiz algumas tarefas de limpeza em casa e depois do almoço fui para o instituto fazer meu pagamento.
Depois disso resolvi ir andando até o templo de Sri Sai Baba, que é aqui perto. Cheguei lá duas horas antes de abrir o templo, então sentei na calçada com as mulheres que trançam guirlandas de flores, vendo seu trabalho e suas famílias, pois normalmente são mulheres de uma mesma família que trabalham juntas. Essas guirlandas são compradas pelas pessoas e oferecidas nos templos.
O trabalho é lindo e a velocidade que elas fazem é impressionante!
Aqui as  mulheres sempre querem saber se sou casada e tenho filhos. Quando mostro a foto do Ricardo elas sorriem e balançam a cabeça em aprovação, mas quando digo que não tenho filhos, me olham com cara de dó...risos!
Meia hora antes de abrir o templo, tudo é lavado até a rua. Deixei meu sapato na chapelaria e entrei. Sempre as filas. Mas sempre organizado. Depois de passar em frente à estátua e entregar as flores que havia comprado das mulheres com quem fiquei, subi para a sala de meditação e fiquei um tempão lá. Daí voltei na caminhada, passei no mercado (onde achei "cheese for pizza") e cheguei em casa cansada e feliz!





REENCONTRANDO O FOCO

Hoje a saudade apertou forte! Talvez porque o dia estava lindo, um típico dia de Brasil: um céu lindo e sem nuvens e um ventinho gostoso.
Esses últimos dias estava me sentindo incomodada... Achei que era porque não tava vibrando na mesma sintonia do apartamento, por causa do meu cartão de crédito que até agora não consegui passar para pagar o curso, etc. Mas hoje aconteceram certas coisas que me fizeram pensar bastante e entender o que se passava: quando cheguei aqui, estava sozinha e num apartamento recluso...  Ótimo! Eram as condições que eu queria! Fui para Tirumala e vivi emoções profundas... Quando voltei, me deparei com meu novo apartamento: bonito,  espaçoso e... Com gente! Então começou o curso: mais gente! Muita conversa, muita falação, todo mundo querendo saber quem o outro é, de onde vem,o que faz... Na hora do café da manhã me peguei falando um monte, sobre como comprei minhas passagens, fiz minhas reservas, etc, etc, etc! E... O que importa isso? O que importa o  que faço ou deixo de  fazer?
Daí na aula de Filosofia a professora falou a frase mágica: "QUAL É O SEU FOCO?" E fez-se a luz: era isso que estava me incomodando! Não o apartamento, nem a saudade, nem as pessoas... O que estava me incomodando é que, quando essa situação se apresentou, eu perdi meu foco!
Eu não estou aqui para conhecer pessoas, nem para falar sobre meu personagem: eu estou aqui para mergulhar ainda mais em meu interior, para me afastar do personagem rumo à consciência!
Então me coloquei em silêncio o resto do  dia, fui ao templo dá esquina novamente e fiquei lá um tempo sentada meditando, enquanto um dos "monges" recitava escrituras.
Ok! Mente no caminho certo novamente: concentração, abstração dos sentidos, meditação... Só o coração ainda estava apertado: falei com o Ricardo pelo google talk e a vontade de abraça-lo e estar com ele foi muito forte!
Mas depois que falei com ele, deitei na minha cama e fiz mais um tempo de meditação e aí tudo ficou completamente bem... YOGA CITTA VRTTI NIRODHAH! (o Yoga acalma as agitações da mente)
Fisicamente o dia também foi ótimo: após 3 dias de exercícios meu corpo voltou ao normal! Após praticamente um mês sem aulas e o sofrimento físico da viagem, hoje senti meus músculos e minhas articulações me obedecendo novamente...
Resumindo: um excelente dia!

E AMIZADES COMEÇAM

Hoje (04/09) o inglês já fluiu mais fácil, mas eu estava com muito sono porque fiquei "falando" com o Ricardo até tarde...
Após o almoço veio uma galera aqui em casa e à noite veio outra turma. De noite fiz macarronada com a minha amada pomarola caseira. Como tinha dois tipos de macarrão, enquanto um cozinhava o outro dissolveu! Mas ficou bom assim mesmo! Melhor do que ficar só comendo comida apimentada. Minha pele está horrível por causa de tanto condimento e calor... Ou talvez por não aceitar tanto condimento e calor...

E COMEÇA O PRIMEIRO CURSO!

Uau! Todos os dias teremos: prática de asanas, teoria de asanas e pranayamas, filosofia, aula de mantras (quem sabe agora eu finalmente aprenda a canta-los? Rs!), prática de pranayamas, aplicações do yoga, prática de meditação, leituras. Tem gente de absolutamente todos os lugares do mundo!
Nem vi a manhã  passar... Também, tenho que prestar a maior atenção para conseguir entender tudo que está sendo falado...
Tivemos que nos apresentar e é claro que me emocionei ao falar sobre o que o Yoga representa para mim! É muito bom reconhecer o seu caminho quando ele se apresenta à sua frente...
Ao fim do dia passei no mercadinho aqui perto e parei no templo aqui na esquina de casa. É para GANESHA! Jaya Ganesha, se apresentando a cada passo que eu dou!
Participei de um mini ritual do fogo que eles fazem todos os dias. Após ficar lá um tempo fui tomada por um profundo arrebatamento, uma sensação de profunda conexão com o todo...
Jaya Ganesha!


DE VOLTA À CHENNAI

Como combinado, o senhor Ganesh (o motorista do richshaw) estava me esperando na estação e me trouxe de volta para casa. Meu apartamento agora é no prédio ao lado do primeiro e é muito mais bonito e confortável, mas por incrível que pareça fiquei meio decepcionada... Acho que eu coloquei tanto na cabeça a simplicidade nesta viagem, que este aqui me parece excessivo! Mas uma vez o destino me lembrando para não criar expectativas...
Minhas companheiras de quarto já estavam aqui. Me pareceram bem bacanas! Pequeno porém: fumam!
E assim começa uma etapa mais difícil: aceitação! Vamos lá, é para isso que estou aqui... Não para julgar, me incomodar ou querer que as coisas sejam do meu jeito: simplesmente para aceitar tudo o que vier!






TIRUPATI PARTE III - final

Depois de raspar o cabelo fui até um dos templos para realmente reverenciar a Deus. Acabei indo parar no SRIVARI TEMPLE. Deixei meu sapato na "chapelaria",  fila para entrar, preencher formulário por ser estrangeira,  pagamento de 300 rúpias (mais ou menos como 10 reais) e tive que deixar meu celular na entrada, por ter câmera. Quase morri quando me falaram isso... Primeiro pensamento: como vou falar com o Ricardo se esse celular sumir? Segundo pensamento: seja feita a Vossa vontade. Pegueu um papelzinho para recuperar o celular depois e vâmo que vâmo!
Mais uma série de grades... Fiquei pensando: porque as pessoas são tratadas como gado? E a resposta é nítida: porque as pessoas se comportam como tal! Acho que como tem muita gente, ele brigam ferozmente por espaço...
Na fiz amizade com umas meninas (mais ou menos de 12 a 16 anos) e seus familiares. Quando disse que era professora de Yoga no Brasil, uma delas imediatamente me pediu para ensina-la a ter mais concentração! Para nós pode parecer um absurdo, mas Yoga não é uma realidade para a população da Índia. Eles sabem que existe, mas não faz parte da vida da maioria... Talvez a realidade em  Rishkesh seja outra... Mas isso ainda vamos ter que esperar um mês para ver...
Voltando ao empurra-empurra, o gado foi sendo conduzido até passar na frente da imagem de Krishna. Muitos gritavam "Govinda, Govinda". A energia ali era realmente impressionante. Bastante tumultuada, mas impressionante. Depois tem mais uns lugares por onde você passa (mas aí já é mais tranquilo), até ganhar o docinho abençoado e sair do templo...
Daí você sai numa enorme arena, onde há milhares de peregrinos. Obviamente que eu, com todo meu (péssimo) senso de orientação, não fazia a mínima idéia de para que lado ficava a entrada do templo... Tudo é magnífico e gigante! Depois de perguntar (os seguranças são ótimos se você é educado com eles. Em todos os lugares: estações de trem, templos, etc. São as primeiras pessoas que procuro se preciso de alguma informação - até porque a maioria fala inglês), consegui voltar para a entrada do templo e que lindo: meu celular estava direitinho lá! Peguei meus sapatos e fui dar uma volta por lá, refletindo em todas as experiências porque passei...
Quando vi estava na frente do lindo jardim com a carruagem de Arjuna, que eu vi quando chegamos em Tirumala. Fiquei um pouco ali contemplando e resolvi voltar para casa, pois estava começando a escurecer.
Aí vem outra coisa engraçada: você vai descer na mesma estação que subiu, mas o nome é diferente! Você sobe na estação central e desce em Rambaguicha, mas é o mesmo lugar! Hahaha!
Voltei para o hotel (que é bem pertinho da estação de ônibus também), agradeci imensamente o senhor que me deu as informações (com certeza um dos muitos anjos da guarda que Deus costuma pôr no meu caminho), jantei e fui dormir.
No dia seguinte fui para a estação de trem às 5:30h. A estação de Tirupati é bem mais tumultuada que a de Chennai e mais difícil de conseguir informação, mas como os trens sempre chegam e saem da mesma plataforma, fui para a plataforma onde desci quando cheguei e logo o bichão "estacionou". Dessa vez voltamos em seis, mas eu pulei para a cama de cima assim que entrei e vim dormindo o caminho todo...
Ah, uma curiosidade: voltei com a mesma família com que fui. Engracado ver a menininha (de uns 10 anos), ouvindo seu iphone e fazendo as coreografias das dancinhas daqui...






TIRUPATI PARTE II - 31/08/2012

Com certeza um dos dias mais loucos da minha vida! Acordei às 8:30h e logo o Cas me chamou, mas não conseguimos conversar  via skype porque ficava caindo toda hora. Falamos um pouco via google talk, mas logo ele voltou a dormir porque eu tinha que sair. Fiz alguns asanas (porque minhas costas estão muuuuito cansadas), tomei banho e fui tomar café dá m manhã. Gente, tudo aqui é frito! Aff! Hoje experimentei o  poori, que  é uma panqueca mais gordurosa que o chapatti. Como junto com o hotel e  o restaurante tem uma "agência de  viagens",  fui pedir informações. Melhor coisa que eu fiz pois o senhor, muito gentil, me deu absolutamente todas às informações que eu precisava! Descobri que eu tinha que ir para Tirumala, para pagar minha promessa... Fui para a estação central de ônibus, comprei minha passagem up and down (é ida e volta, mas só consegui entender o que o tiozinho do guichê falava porque o senhor do hotel me explicou) e logo me vi dentro de um ônibus pau-véio, numa serra que faz a de Taubaté parecer uma estrada reta! Logo eu, que não posso (podia) andar 2 quarteirões de ônibus que passava mal...
Cheguei em Tirumala e aquilo é um mar de gente! Tirumala é a versão indiana de Aparecida do Norte, com direito aos camelôs e tudo. Só não tem gente bêbada, inclusive porque no meio do caminho tem um check-in! Pasmem: é isso mesmo! O ônibus pára, todo mundo desce e passa por um check-in igual de aeroporto, com revista e tudo! Depois volta todo mundo para o ônibus e segue viagem.
Bom, chegando lá fui direto para a fila de cortar cabelo... Aff! É literalmente como um abatedouro, com grades por todos os lados (inclusive no teto) e as pessoas se amontoando ali... Esperei duas horas nesse lugar até chegar no guichê e pegar meu ticket e minha lâmina. Como sempre, é muuuuita gente! Algumas vão para cortar apenas pequenas partes do cabelo (a maioria das mulheres), mas muitos vão para rapar tudo, como eu...
O porquê disso? Bom, eles fazem isso quando recebem uma graça ou quando "Deus está sendo bom com eles" (todos que conversei na fila me contaram isso, que Deus estava sendo muito bom com eles...). No meu caso, não sei se é muito diferente, pois fiz a promessa que se conseguisse vir para a Índia, viria até Venkateswara para raspar meu cabelo... E Deus foi bom comigo, pois estou  aqui, apesar de todas as dificuldades! Além disso, no meu caso também é uma renúncia: eu renuncio da minha aparência, do meu personagem, da minha beleza, para me concentrar unicamente no desenvolvimento da consciência...
Para refletir: quão agradecido você tem sido pelas coisas boas que recebe??? E o que tem oferecido em troca??

sábado, 8 de setembro de 2012

Tirupati parte I - 30/08/2012

Aff, que noite! Dormi bem até as 2da  manhã, depois acordei e não dormi mais direito: ficava acordando toda hora, com  medo de não escutar o Ricardo me chamar... Falei com ele às 7h daqui. O skype é legal, mas não funciona tãããão  bem não. Daí voltei a dormir e finalmente dormi gostoso... Até 11:20h,, quando bateram na minha porta; acordei super assustada, mas era minha nova vizinha de quarto. Assim como fez comigo ontem, o senhorio veio apresentar ela para  mim (acho interessante essa preocupação que ele tem conosco, para não ficarmos perdidos aqui). É uma francezinha que vai fazer o mesmo curso que eu. Disse a ela que esperasse um pouco e fui tomar um banho e arrumar minhas coisas. Daí fui almoçar com ela. Dividimos uma refeição igual eu fiz ontem, pois vem muita comida!
Quando voltei para o quarto, o rickshaw já estava me esperando. Peguei minhas coisas e fui com ele para a estação de trem... UMA DOIDÊRA!! Andar de rickshaw e a estação de trem! Aliás, no meio do caminho meu "rikshaw driver" resolveu parar para me mostrar um caderninho com todos os nomes de estrangeiros que ele já transportou e, é claro, pegar o meu! Risos! "This is the incredible India"...
Quando cheguei na estação, meu tem ainda não estava aparecendo na tabela, então fui perguntar no escritório e o meu trem já estava lá. Gente, é tem que não acaba mais e todos eles são gigantes!
Saímos de Chennai pontualmente às 16:45h. Na minha cabine (que era para 4), vim eu, uma família de 3  pessoas e mais uma senhora que chegou depois pois teve confirmação na lista de espera... Hahaha.
A viagem foi tranquila, mas sofri bastante porque meu assento (cama) era o de baixo, então fiquei lá... Mas TODO MUNDO FICA NO DE BAIXO!! :-¿ Na volta e nos próximos já sei: direto para cima! Ah, outro detalhe: o "ar-condicionado" deles são ventiladores no teto da cabine... Risos! Dormi o tempo todo, pois acho que ainda estou sentindo a diferença de fuso... Chegamos e descobri que meu hotel era bem pertinho da estação de trem... Mas como nada pode ser simples, eu tive que passar por baixo de uma ponte que estava alagada! HAHAHA! A calçada era alta e não estava alagada, mas cada carro que se aventurava a passar, fazia ondas que  molhavam quem estava passando!
Logo cheguei no hotel (viva meu gps) e aí vem mais um capítulo... Eu não tinha reservado hotel com antecedência, pois pretendia ficar num alojamento para peregrinos. Mas como  meu trem ia chegar tarde, achei muito arriscado e acabei fazendo uma reserva no dia anterior pelo Agoda.com.
Só que eu só tinha o voucher no meu e-mail e não impresso. Até eu e o tiozinho do hotel nos entendermos a respeito do voucher, eu e os meninos do hotel rimos muito! Deixei minha pochete de viagem no quarto e saí para jantar. O "restaurante" era um trailer na frente do hotel. Comida boa e barata.
Finalmente fui para o quarto, tomei um banho de caneca e fui dormir...

domingo, 2 de setembro de 2012

E O UNIVERSO ME LEVA...

Uma vez tudo resolvido saí andando pela rua. A tatde toda estive observando porção de gente indo na mesma direção, percebendo que as mulheres estavam enfeitadas e mais arrumadas que o normal... Resolvi ir seguindo o fluxo e logo virei atração turística: todo mundo queria tirar fotos e ficar perto de mim. Logo conheci uma menina (Navamahashmi) e sua família toda! Então descobri que estavam todos indo para um festival e que era PERTO...acabei descobrindo que ou minha nova amiguinha não sabia o significado da palavra ""near"" ou a noção de distância dos indianos é diferente da nossa!! Hahaha: andei 15km ida e volta! Nada mal para quem ainda nem dormiu direito... Bom, mas continuando na ida, fui parar com esse pessoal na praia. Parecia uma festa de Iemanjá: muita, muita gente! Não consegui entender direito o nome, era algo como "urd maria" ou algo assim. Quando chegamos lá, haviam pessoas fazendo uma oração em hindi.Obviamente que eu não faço a mínima idéia do que estavam falando, até porque estávamos longe do centro da cerimônia, mas quando estouraram os fogos, meu coração o transbordou de alegria! De uma alegria profunda e serena. Acho que meus novos amigos não entenderam a cena daquela estrangeira, quase um E.T., em lágrimas, agradecendo pela companhia deles e se dizendo abençoada por estar ali. E realmente é abençoado estar aqui. Essa gente simples não tem um "senso de religiosidade" em si, mas isso faz parte deles. Fiquei mais um pouco ali e resolvi voltar, pois estava escurecendo.(não srm antes molhar os pés na água do mar e agradecer a Iemanjá. Se eu lembrava o caminho? Óbvio que não! Hahaha! Voltei na base do GPS (abençoado também esse celular que você me deu, heim marido?). Maior aventura do dia: atravessar as ruas! Nem pense em olhar apenas para a mão que você acha que seria a certa: vem gente, carro, bicicleta, ricksha, motos e mais tudo p que você puder imaginar, EM TODAS AS DIREÇÕES POSSÍVEIS!A única regra é: fique esperto! As ruas estavam abarrotadas de gente, por causa do tal festival. Mas aqui tem sempre muita gente, então você até se sente tranquilo se tem que passar por lugares estranhou... Aliás, lugares esquisitos é o que não falta por aqui. A região onde estou é bem pobre, como a maior parte da Índia, mas ninguém te importuna ou vem pedir dinheiro. Tem os pedintes que ficam no,chão, com feridas abertas pedindo esmola, mas nada diferente do que vemos no Brasil. Em Campinas basta ir na 13 de maio para ver exatamente a mesma coisa. Mas a redondeza é uma favelona. Muito lixo nas ruas porque as pessoas jogam tudo no chão. E isso num primeiro momento choca. E você se pega julgando... Como se porque eles tem uma cultura diferente da nossa e ainda não terem desenvolvida uma consciência ecológica, são piores que nós... Mesmo essa tal consciência ecológica: eles têm a maneira deles: jogam o lixo no chão, aí vem a vaca e o cachorro comer, além dos corvos (estes estão por toda parte, bem como os ratos). E ora, todos os animais não têm direito de estar alí? Que consciência tão desenvolvida é essa nossa que não jogamos lixo na rua, mas dependemos totalmente de fabricas que poluem os rios... Que põe tudo no lugar certo e se mata de tanto comer carne (cujo aumento das criações para abate está poluindo mais o planeta e contribuindo para o efeito estufa que os carros?). Não estou dizendo que eles estão certos... Apenas eles não fingem que não produzem lixo. Mas enfim, depois de muito andar sozinha, refletindo sobre todas essas coisas, quando dei por mim estava na frente do restaurante que almocei. Mesmo estando absurdamente suada (aqui você sempre está absurdamente suado), resolvi entrar. Abençoada água com coliformes fecais que é servida de graça nos restaurantes (e que nada que meu vidrinho de cloro não resolva...)! Ah, já que estou falando sobre práticas não recomendadas, também no meio do caminho comprei uns tomates num carrinho de frutas e verduras (tem muitos aqui) e vim comendo... Sim, sem lavar nem higienizar, nem nada! E quer saber? Estava uma delícia! Mas voltando ao restaurante, comi um macarrão com vegetais e me dei de presente uma deliciosa salada de frutas com sorvete de baunilha! Depois voltei para o hotel, tomei um bom banho, postei minhas fotos no face e fui dormir. Aliás, falando em fotos, não estou conseguindo postar aqui. O editor do blogger é muito ruim no celular (inclusive me perdoem por eventuais erros nos textos, ok? Prometo que depois que eu voltar corrijo tudo...

TELEFONE NA ÍNDIA

Bom, quando estava saindo o mr Rajagopalan Www apresentou uma outra menina que está hospedada aqui. Ela está atualmente fazendo curso onde farei (Krishnamacharia Yoga Mandiram) e me mostrou um restaurante aqui pertinho. Muito bom! Principalmente o suco de maçã, que não tem nada a ver com aquela coisa aguada que conhecemos: é maçã esmagada, prensada, com pouca água... Daí comecei minha batalha para conseguir falar em casa. Tem várias lojas de celular aqui, (gente, os indianos não desgrudam do celular), mas para mim não foi tão simples (nunca é né?)... Primeiro eu tive que tirar uma foto... Não, não: primeiro eu tive que entender o que eles estavam falando! Gente, tudo bem, eu não tenho prática em conversação,mas é o seguinte: a Índia tem mais de 600 dialetos e eles transformaram o inglês em mais um! De cada dez pessoas, tem uma que fala realmente inglês! Mas está para acontecer ainda o dia que eu não vou conseguir me comunicar... Rs! Então lá fui eu procurar um lugar para tirar foto, e o mais engraçado: tem tudo por aqui perto, mas as pessoas não conhecem, porque não usam. Após muito perguntar,cheguei num e tirei a tal foto. HAHAHA! A senhora que me atendeu disse que eu tenho feições de indiana!! Ainda bem que ela acrescentou que a pele e os olhos são muito diferentes, mas que a feição é parecida. Deve ser porque esse povo sorri mim qualquer coisa e quem me conhece sabe que estou sempre rindo também! Depois da foto fui tirar cópia do meu passaporte.Isso foi mais fácil, porque tem vários lugares que tiram cópias. Aliás, ande com seu passaporte o tempo todo, pois para tudo você precisa dele. Daí voltei para a loja, mas o tiozinho me disse que ele precisava também de uma cópia do meu visto. HAHAHA! Mas aí acho que até ele mesmo ficou com dó de mim e foi comigo tirar a cópia. Quando chegamos no lugar, adivinha o que eu descubro? Que tem um telefone que faz chamadas internacionais! Detalhe: eu já tinha ido nessa loja, justamente perguntando sobre isso! Hahaha! Aqui não adianta perguntar por "international call", é "east fone"...This is the "incredible Índia" (slogan do governo). Risos! Daí finalmente consegui ligar para o Ricardo! VIIIIIVAAA! Daí liguei na claro para ativar meu roaming e adivinha? O número que passaram via mensagem está errado! This is the "incredible Brasil"! Daí voltei na loja e vamos preencher formulário... Tive que dar o nome e telefone do mr. Rajagopalan, mas finalmente consegui comprar um chip indiano! Telefone aqui é barato. Paguei 150 rúpias pelo chip e botei mais 111p rúpias de crédito (no dia seguinte, como eu ia para outra cidade, acabei recarregando de novo, por mrdo de acabar, mas acho que eu voltar para o Brasil r ainda estarei usando essa carga... Rs). Daí tudo voltou a funcionar! :-)

CHEGANDO

Ahhhh! Depois de dois dias sentada, finalmente cheguei a Chennai, no sul da Índia (exatamente no horário previsto)! Tudo absolutamente certo. Já contei sobre a imigração e a troca do dinheiro. Só tem uma coisa que está me incomodando muito: eu não consegui ativar meu roaming internacional antes de sair do Brasil, então estou até agora sem conseguir falar em casa. Espero que não estejam preocupados... Vamos falar sobre os táxis: no meu caso, o tiozinho de onde vou ficar já tinha marcado para mim e não tive que me preocupar com nada. Mas se você não tiver essa facilidade,, use p serviço de táxis pré-pagos do aeroporto. NÃO PEGUE TÁXIS PARTICULARES FORA DO AEROPORTO! A menos que você queira ir parar em locais não muito recomendáveis... Chegamos no meu endereço e a primeira impressão do trânsito: é realmente um Deus-nos-acuda! Pelo horário, acredito que não pegamos um trânsito muito intenso, mas leis de trânsito não existem! É quem leva a m melhor! Chegando lá o senhorzinho estava me esperando... O mr. Rajagopalan é bem velhinho e é muito, mad muuuuuito alto. Parece uma árvore antiga! Depois de várias tentativas, desisti de me conectar ao wi-fi daqui para avisar em cass que cheguei, mas ele se comprometeu a mandar um r,mail para o Ricardo. Entendam minha preocupação: minha mãe está com o coração na mão com essa minha viagem... Termos uma missão não nos exclui de nossas responsabilidades Tomei um belo banho (tá: frio, porque não entendi como funciona o aquecedor, mas ainda assim uma delícia!) E caí na cama. Dormi até 12:30h e agora vou sair para comprar um chip daqui ou tentar ligar para casa de algum lugar...

sábado, 1 de setembro de 2012

O ÚLTIMO TRECHO DA VIAGEM

É aqui que "o bicho pega"! A "tal de" Chennai não chega nunca! Mesmo para mim, que sou uma dorminhoca de avião de primeira já não estava aguentando mais. A família ao meu redor se mostrou muito simpática afinal e tudo correu bem, mas eu não via a hora de descer do avião... Acessório indispensável para vir para cá: aquelas almofadas de pescoço! Comprei uma daquelas infláveis mesmo, pois assim que você acaba de usar já esvazia e guarda de novo (lembre-se: você tem que ser prático!) Essa mesma almofada já me foi de grande utilidade nos trens. Chegamos em Chennai às 3:20h. A imigração aqui é meio lenta, mas funciona. Eu toda preocupada porque meu visto é de três meses e eu vou ficar 3 meses e 18 dias, fiz uma cópia do meu roteiro, com todos oS endereços onde vou ficar e tal... Hahaha! Não deram nem bola para o meu roteiro! Só faltou a moça me dizer para ficar o tempo que quisesse! Hahaha! Daí já troquei uma parte dos meus dolares em rúpias. Faça isso já no aeroporto: mesmo que a taxa seja um pouco mais alta, você não fica na mão depois, pois em algumas cidades, como aqui em Chennai, você tem que ir para o centro trocar o dinheiro e vai pagar o ricksha como? Parágrafo para o dinheiro: eu tinha lido para não aceitar dinheiro rasurado e talz... Tanto que até pedi para o tiozinho do banco trocar uma nota que estava rabiscada... LENDA! Pelo menos aqui em Chennai ninguém tá nem aí com isso! Troquei U$ 500,00 e tenho a impressão que nunca mais vou ter que trocar dinheiro, pois as coisas são baratas aqui. Claro que eu sou "classe econômica" né? Não fico gastando com coisas desnecessárias. Até agora foi comida e transporte, mais os dois lenços antes que eu morresse cozida nos meus. Ah, e também comprei dois livros numa livraria de segunda mão...

EMBARCANDO NOVAMENTE

Descemos às7h no aeroporto de Heathrow, em Londres (eu vim pela British Airwais. Muito boa companhia. Acredita que a comida é ótima? Rs). Escrevo agora de um restaurante dentro do aeroporto, que se chama "The crown river", porque estava com fome... Vamos combinar né: o relógio podia até estar marcando 5:30h,,mas café da manhã às 1:30h da madrugada não dá! Um aparte para o aeroporto em londres: é uma zona! Os caras só estão preocupados com segurança, mas informação que é bom, nada!Então já te dou a dica: se você chegou e sua conexão ainda não está aparecendo na grade de horários, você tem que descer até o térreo e pegar o transporte (que eles chamam de transit) até o saguão principal, que é onde tem esse restaurante que eu falei. Daí senta e espera que seu vôo uma hora aparece na tela, informando para qual plataforma você deve ir. Uma vez na plataforma, você já tem certeza que está indo para a Índia, pois começa o desfile de saris. E também pela forma como as pessoas se empurram ferozmente para entrar no ônibus que vai até o avião... Uma vez no avião tenho na frente e ao lado uma família com duas crianças: o bebê nãopara de chorar e o mais velho fica abrindo e fechando a janela da frente, vindo a claridade direto nos meus olhos... Hahaha! Começa aqui meu exercício de paciência, porque minha zona de conforto já ficou para trás faz tempo... Mas meu objetivo não é o AMOR pleno? Então eis-me aqui Senhor!

CHEGOU O DIA

Enfim chegou o dia! São 13:29h do dia 27/08/2012 e estou no aeroporto internacional de guarulhos. Já fiz o check-in e estamos almoçando. Estou feliz! Em paz! Eu e o Cas estamos rindo muito de tudo (como sempre!). Obrigado meu Deus! Como sou grata por tudo que tenho e que não tenho na minha vida!... O vôo partiu às 16:20h. Classe legal essa "worls traveller plus". Queria já ir escrevendo no blog, mas fiquei muito atordoada de sono.... Mal consegui assistir os filmes! Nesse trecho já tive que mudar meu relógio de 2 para 6h... Sensação: boa! Sem expectativas boas ou ruins...apenas de coração e mente abertos para o que der e vier...

FAZENDO AS MALAS

Bom, hora de fazer as malas e as fiz com alguns objetivos em mente: ser apenas UMA mala (na verdade minha mochila velha companheira de aventuras), levar roupas adequadas à cultura local e também levar coisas para me ajudar a manter essas roupas lá. Então eu e minha mãe fizemos 8 calças iguais, largas, de linho misto (que vai bem tanto no calor como no frio) em cores sóbrias (lembre-se que estou numa viagem de peregrinação).Dessas eu trouxe apenas 6. Separei minhas batas estilo indiano, seguindo ao pé da letra as orientações que li em diversos lugares para não usar roupas sem mangas. Um tênis, dois sapatinhos e um chinelo. Sabão liquido para lavar roupa,amaciante e uma frasqueira muito enxuta. Lenços umidecidos,alguns pares de meia para caminhada e Ah, tem também duas blusas,pois vou pegar frio em Amritsar! Bom,agora que estou aqui: traria blusas sem manga! Não regatas, mas aquela manga estilo japonês. Pelo menos aqui no sul da Índia as mulheres usam bastante sem problemas. Aliás até agora não vi nenhum tipo de problema com nada do que eu tinha lido: as pessoas estranham quando eu digo que sou casada e estou viajando sem meu marido, mas todo mundo ajuda. Então não precisa se preocupar muito com as mangas das suas blusas não. Use um lenço no pescoço (aliás hoje tive que comprar um aqui, pois os que eu tenho são extremamente quentes para cá), calças compridas e tá tudo certo. Se for vir com pouca bagagem como eu, se prepare para lavar roupa, pois você chega no final do dis molhado! Mas não precisa trazer nada para lavar. Pelo menos aqui em Chennai tem tudo: sabão Ace (que aqui tem outro nome) e... CONFORT! HAHAHA! Uma outra coisa que você não pode esquecer: cloro! A água daqui é extremamente contaminada e se você não quiser ficar dependente de achar um lugar que venda água mineral, então ande com seu vidrinho de cloro no bolso. A maioria dos lugares para comer oferece uma jarra de água e acredite: você vai querer tomá-la, pois estará sempre com calor e com sede!

AVISO IMPORTANTE

Se você está lendo este blog porque pretende vir para a Índia, então é importante que saiba que o meu objetivo nunca foi turismo. Eu vim para a Índia para viver intensamente tudo o que esse berço da humanidade tem para oferecer... De bom e de ruim. Se você busca conforto e apenas as coisas boas e bonitas da Índia, JAMAIS fique nos hotéis que indico aqui.Também não siga meu roteiro se você tiver medo por estar sozinho/a.Indico esse roteiro apenas para aqueles que sentem a necessidade de ter a Índia correndo nas veias de forma muito intensa e também que saibam se virar muito bem sozinho! Respeitar sua própria condição é fundamental para que você tenha um bom resultado...

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