domingo, 9 de setembro de 2012

TIRUPATI PARTE III - final

Depois de raspar o cabelo fui até um dos templos para realmente reverenciar a Deus. Acabei indo parar no SRIVARI TEMPLE. Deixei meu sapato na "chapelaria",  fila para entrar, preencher formulário por ser estrangeira,  pagamento de 300 rúpias (mais ou menos como 10 reais) e tive que deixar meu celular na entrada, por ter câmera. Quase morri quando me falaram isso... Primeiro pensamento: como vou falar com o Ricardo se esse celular sumir? Segundo pensamento: seja feita a Vossa vontade. Pegueu um papelzinho para recuperar o celular depois e vâmo que vâmo!
Mais uma série de grades... Fiquei pensando: porque as pessoas são tratadas como gado? E a resposta é nítida: porque as pessoas se comportam como tal! Acho que como tem muita gente, ele brigam ferozmente por espaço...
Na fiz amizade com umas meninas (mais ou menos de 12 a 16 anos) e seus familiares. Quando disse que era professora de Yoga no Brasil, uma delas imediatamente me pediu para ensina-la a ter mais concentração! Para nós pode parecer um absurdo, mas Yoga não é uma realidade para a população da Índia. Eles sabem que existe, mas não faz parte da vida da maioria... Talvez a realidade em  Rishkesh seja outra... Mas isso ainda vamos ter que esperar um mês para ver...
Voltando ao empurra-empurra, o gado foi sendo conduzido até passar na frente da imagem de Krishna. Muitos gritavam "Govinda, Govinda". A energia ali era realmente impressionante. Bastante tumultuada, mas impressionante. Depois tem mais uns lugares por onde você passa (mas aí já é mais tranquilo), até ganhar o docinho abençoado e sair do templo...
Daí você sai numa enorme arena, onde há milhares de peregrinos. Obviamente que eu, com todo meu (péssimo) senso de orientação, não fazia a mínima idéia de para que lado ficava a entrada do templo... Tudo é magnífico e gigante! Depois de perguntar (os seguranças são ótimos se você é educado com eles. Em todos os lugares: estações de trem, templos, etc. São as primeiras pessoas que procuro se preciso de alguma informação - até porque a maioria fala inglês), consegui voltar para a entrada do templo e que lindo: meu celular estava direitinho lá! Peguei meus sapatos e fui dar uma volta por lá, refletindo em todas as experiências porque passei...
Quando vi estava na frente do lindo jardim com a carruagem de Arjuna, que eu vi quando chegamos em Tirumala. Fiquei um pouco ali contemplando e resolvi voltar para casa, pois estava começando a escurecer.
Aí vem outra coisa engraçada: você vai descer na mesma estação que subiu, mas o nome é diferente! Você sobe na estação central e desce em Rambaguicha, mas é o mesmo lugar! Hahaha!
Voltei para o hotel (que é bem pertinho da estação de ônibus também), agradeci imensamente o senhor que me deu as informações (com certeza um dos muitos anjos da guarda que Deus costuma pôr no meu caminho), jantei e fui dormir.
No dia seguinte fui para a estação de trem às 5:30h. A estação de Tirupati é bem mais tumultuada que a de Chennai e mais difícil de conseguir informação, mas como os trens sempre chegam e saem da mesma plataforma, fui para a plataforma onde desci quando cheguei e logo o bichão "estacionou". Dessa vez voltamos em seis, mas eu pulei para a cama de cima assim que entrei e vim dormindo o caminho todo...
Ah, uma curiosidade: voltei com a mesma família com que fui. Engracado ver a menininha (de uns 10 anos), ouvindo seu iphone e fazendo as coreografias das dancinhas daqui...






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